segunda-feira, 20 de junho de 2011

Projeto Contação de História



FACULDADE SANTA CATARINA – FASC
CURSO DE ESPECALIZAÇÃO “LATO SENSU” EM PSICOPEDAGOGIA









MARIA JOSÉ GOMES DE OLIVEIRA





CONTAÇÃO DE HISTÓRIA COMO ESTÍMULO NA APRENDIZAGEM DA LEITURA NAS SÉRIES INICIAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL


















BOM JARDIM
2009




MARIA JOSÉ GOMES DE OLIVEIRA









CONTAÇÃO DE HISTÓRIA COMO ESTÍMULO NA APRENDIZAGEM DA LEITURA NAS SÉRIES INICIAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL








Projeto de pesquisa apresentado à professora Roberta Rodrigues Santos na disciplina de Metodologia da Produção Científica: orientação de monografia I como pré-requisito para finalização da mesma.











OUTUBRO/2009
RESUMO
O objetivo deste projeto teve como ponto central aprofundar discussões sobre a importância da contação de história como estímulo na aprendizagem da leitura nas séries iniciais do Ensino Fundamental, apontando para a necessidade de se recuperar a milenar arte de contar histórias. O referencial metodológico será a pesquisa bibliográfica que possibilitará a observação dos aspectos teóricos trazidos por esta literatura relacionados à utilização deste recurso pedagógico em sala de aula. Da problematização do tema sobre como estimular o aluno a ler e ouvir histórias para possibilitar uma aprendizagem significativa levantou-se a hipótese de a contação de história pode interferir positivamente na socialização das crianças. Dando a elas a compreensão das palavras abstratas e utilizando a motivação, o envolvimento nos símbolos contidos nas obras literárias e a imaginação no sentido de seduzir o ouvinte e convidá-lo a se apaixonar pelo livro, pela história, pela leitura para dessa maneira promover a aprendizagem. Este estudo está centrado no objetivo de utilizar-se da leitura, através da contação de histórias, como metodologia para o desenvolvimento dos sujeitos e melhoria de seu desempenho escolar, respondendo a necessidades afetivas e intelectuais pelo contato com o conteúdo simbólico das leituras trabalhadas. E está fundamentado nas questões da alegria de contar histórias e os requisitos necessários para esta atividade; sobre como utilizar a metodologia de contar história para desenvolver o gosto pela leitura e de como os recursos implícitos na contação de história favorecem a aprendizagem. Por fim espera-se com esse projeto um melhor entendimento de como a criança reage ao receber os estímulos contidos na diversidade das histórias que ao serem contadas transportam os ouvintes para o mundo da imaginação.




Palavras-Chave: Contação de história; Aprendizagem; Imaginação.




















SUMÁRIO



1. INTRODUÇÃO----------------------------------------------------------------------------------- 05
2. REFERENCIAL TEÓRICO------------------------------------------------------------------ 06
2.1 A ALEGRIA DE CONTAR HISTÓRIAS------------------------------------- 06
2.2 CONTAR HISTÓRA COMO ESTÍMULO PARA APRENDER------- 08
2.1 A ESTIMULAÇÃO DA LEITURA NAS SÉRIES INICIAIS------------ 10
3. METODOLOGIA--------------------------------------------------------------------------------- 12
3.1 OBJETIVOS-------------------------------------------------------------------------- 12
3.1.1 Objetivo Geral---------------------------------------------------------------- 12
3.1.2 Objetivos Específicos---------------------------------------------------- 13
3.2. COLETA DE DADOS------------------------------------------------------------ 13
3.3. ANÁLISES DE DADOS--------------------------------------------------------- 13
3.4. RESULTADOS ESPERADOS------------------------------------------------ 13
3.5. CRONOGRAMA------------------------------------------------------------------- 14
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS--------------------------------------------------------- 15









1. INTRODUÇÃO
            Buscando estratégias em relação às metodologias que utilizam a ludicidade para a promoção da aprendizagem. Decidi pelo tema relacionado à contação de histórias com o intuito de trabalhar a arte da narração de histórias, objetivando entender como acontece a leitura nas escolas. Com a experiência em ouvir histórias e observando o encantamento das pessoas, quanto à ação da contação, a forma com que a história chegava ao interlocutor e obviamente à reflexão que a narrativa proporcionava. Comecei a indagar porque as escolas não utilizavam este recurso para desenvolver a aprendizagem dos alunos.
            A falta de expressividade do professor garante-lhe muitas vezes o fracasso na comunicação com os alunos, no estabelecimento da relação afetiva propícia à aprendizagem e outros fatores relevantes para o processo educativo.  Diante dessa realidade educativa, que se mostra fragmentada e que pouco favorece a aprendizagem, faz-se fundamental buscar novas alternativas metodológicas que possibilitem ao professor o desenvolvimento de habilidades e competências para trabalhar com a linguagem oral e, através dela, garantir o acesso dos seus alunos à cultura, como um bem universal a ser usufruído e desencadeador da produção de novos conhecimentos.
            Partindo da necessidade de reviver a prática da narração na escola, realizar-se-á a pesquisa, com o objetivo de entender como o contato do lúdico com a literatura, pode acontecer através da contação de histórias; compreender como a expressão criadora estabelece um canal de interlocução entre as atividades verbais e lúdicas e a leitura, e identificar como a utilização da à leitura, através da contação de histórias, pode ser usada como metodologia para o desenvolvimento dos sujeitos e melhoria do desempenho escolar, respondendo a necessidades afetivas e intelectuais pelo contato com o conteúdo simbólico das histórias trabalhadas através da ação de contar história.
            Com a hipótese de que contar histórias pode ser uma metodologia eficiente no processo educativo possibilitando uma relação afetiva e lúdica que se contextualiza e amplia-se com a linguagem. Afinal, será que ouvir e ler história é fundamental para a ampliação da possibilidade de aprendizagem significativa e uma forma metodológica enriquecedora e promotora de mudanças?

Serão utilizados, como instrumento de pesquisa, a revisão bibliográfica e coleta de dados através da literatura sobre o tema.
            O trabalho será estruturado, partindo da contextualização histórica da linguagem, seu surgimento, a organização e o desenvolvimento de formas de comunicação humana e cultural (narrativas), e a perpetuação deste conhecimento (primeiros mitos, rituais e o pensamento mítico do homem).
            No primeiro tópico, contextualiza-se a questão da aprendizagem adquirida nos momentos de ouvir e ler histórias, a relação com o pensamento simbólico e as técnicas utilizadas por quem está contando a história para prender o ouvinte.    
            No segundo tópico, apresenta-se a literatura de forma global, explicitando-a como arte eternizada no tempo, que se apropria da palavra para a transmissão da experiência humana. Ressalta-se, no panorama escolar, a importância do trabalho com a linguagem literária e a concepção da escola como espaço para vivenciar a construção do gosto pela leitura, livros e conseqüentemente as histórias. O contar histórias como prática docente é caracterizado no final do capítulo em sua ação metodológica, bem como a necessidade de desenvolvimento de competências para a concretização da proposta.
            O terceiro tópico discorre sobre a questão da formação do professor contador de histórias e a importância dessa ação dentro do universo escolar.











2. REFERENCIAL TEÓRICO

            2.1 A ALEGRIA DE CONTAR HISTÓRIAS
           
            As histórias são patrimônios da humanidade e é ouvindo histórias por um bom contador que se pode transportar para vários mundos imaginários. As aulas que se baseiam na contação de história terão mais sucesso por se tornar mais expansiva, abrangendo vários assuntos como afirma Kieran (1994, p. 123) “os professores serão os contadores de histórias e o currículo a história a ser contada”.
            E dessa forma, o currículo seria contextualizado e interdisciplinado, e as histórias envolveriam os conteúdos, de acordo com cada uma que fosse contada.

Contar histórias é atividade muito antiga. Até os profetas já falavam dela. Assim, o mais importante que o homem acumulou de sua experiência foi sendo comunicado de indivíduo a indivíduo, de povo a povo. Contar em latim é computare, abreviado de comptare, do qual se originou o vocábulo francês compter. Então contar é o compito ou conto dos fatos (GÓES, 1991, p.125).

            Contar história desenvolve as possibilidades de apreensão dos significados do mundo em que as crianças estão inseridas. Esta atividade pode auxiliar na aprendizagem por apresentar características únicas de descontração, atenção, alegria entre outras tantas habilidades que possam fazer o aluno aprender e apreender o sentido das coisas pelo modo lúdico da contação de histórias. “O ouvir histórias pode estimular o desenhar, o musicar, o sair, o ficar, o pensar, o teatrar, o imaginar, o brincar, o ver o livro, o escrever, o querer ouvir de novo (a mesma história ou outra). Afinal, tudo pode nascer dum texto criar asas e estimular a aprendizagem” (ABRAMOVICH, 1994, p. 23).
            A criança desenvolve-se seu ser se for estimulada exteriormente e a contação de história viabiliza esta interação colocando a criança em confronto consigo mesma para distinguir o real do imaginário. Dentre as habilidades desenvolvidas pela criança através do que houve nas histórias são destacadas por Dohme (2005, p.19) alguns aspectos relevantes, tais como:
- Caráter: as histórias com heróis, conteúdos que proporcionam lições de vida, fábulas em que o bem prevalece sobre o mal. Por meio das histórias, principalmente, os meninos se defrontam com situações fictícias e com isso adquirem vivência e referências para montar os seus próprios valores;
- Raciocínio: as histórias mais elaboradas, os enredos intrigantes, agitam o raciocínio da criança.
- Imaginação: o exercício da imaginação traz grande proveito às crianças, porque atende a uma necessidade muito grande que elas têm de imaginar. As fantasias não são somente um passatempo; elas ajudam na formação da personalidade na medida em que possibilita fazer conjecturas, combinações, visualizações como tal coisa seria “desta” ou de “outra” forma.
- Criatividade: uma vez que a criatividade é diretamente proporcional à quantidade de referências que cada um possui, quanto mais “viagens” a imaginação fizer, tanto mais aumentará o “arquivo referencial” e, conseqüentemente, a criatividade.
- Senso Crítico: as histórias atuam como ferramentas de grande valia na construção desse senso crítico, porque por meio delas os alunos tomam conhecimento de situações alheias à sua realidade, uma vez que podem “navegar” em diferentes culturas, classes sociais, raças e costumes.
- Disciplina: é entendida como aceita e praticada espontaneamente pela criança e não como algo imposto inquestionavelmente pelo educador. No momento que se trabalha com o que a criança realmente gosta, quando sente que foi preparada especialmente para elas, as chances de se ter uma postura atenta e participativa aumentam muito.
É bom saber que uma história bem contada surpreende as pessoas, tem o poder de quebrar a rotina e trazer a magia à tona; estimula-se a criatividade, rompem-se barreiras, desvendam-se mistérios, abrem-se portas e pode ser tão especial e marcante para o ouvinte que chega a influenciar na sua maneira de pensar e agir.
            “Para contar uma história é preciso saber como se faz, afinal podem se descobrir sons e palavras novas, e por isso é importante que se tenha uma metodologia específica. É preciso que quem conte, crie um clima de envolvimento, de encanto, e saiba dar pausas necessárias para que a imaginação da criança possa ir além e construir seu cenário, visualizar seus monstros, criar os seus dragões, adentrar pela sua floresta, vestir a princesa com a roupa que está inventando, pensar na cara do rei... e tantas outras coisas mais...” (ABRAMOVICH, 1994, p. 20).
            Contar histórias é uma arte... E tão linda!!! É ela que equilibra o que é ouvido com o que é sentido, e por isso não é nem remotamente declamação ou teatro... Ela é o uso simples e harmônico da voz. Abramovich (1999, p. 9). A alegria de contar história nasce da beleza que há em rememorar culturas ancestrais e passá-las adiante, seja para crianças, seja para adultos. Não existe limite de idade para se deliciar com momentos de prazer onde a imaginação alcança alturas imensas.
             

            2.2. CONTAR HISTÓRIAS PARA APRENDER

            O ato de contar história é possível em todas as fases de desenvolvimento do ser humano, dessa forma, “o impulso de contar histórias deve ter nascido no homem no momento em que ele sentiu necessidade de comunicar aos outros, certa experiência sua, que poderia ter significação para todos.” COELHO (2000, p.13).       A contação de história como estímulo para a aprendizagem nos remete aos concertos de leitura de Alves (2006, p. 61) quando afirma:

Penso que, de tudo o que as escolas podem fazer com as crianças e jovens, não há nada de importância maior que o ensino do prazer da leitura. Todos falam na importância de alfabetizar, saber transformar símbolos gráficos em palavras. Concordo. Mas isso não basta. É preciso que o ato de ler dê prazer. As escolas produzem, anualmente, milhares de pessoas com habilidade de ler, mas que, vida afora, não vão ler um livro sequer. Acredito piamente no dito do evangelho: “No princípio está a Palavra...” É pela palavra que se entra no mundo humano.    
           
            Contar histórias para crianças desde a mais tenra idade desenvolve o gosto pela leitura e proporciona a aprendizagem de forma prazerosa. Cada faixa etária tem predileção por um tipo de história ou livro devendo ser estimulados por estes gostos desde cedo pelos pais ou quando não houver esta possibilidade, pela escola. A apresentação de livros e a contação de histórias em crianças deve ser desenvolvidas por atividades que envolvam os pequenos e prendam sua atenção tanto quanto os brinquedos.
            Nesta fase, segundo Priolli (2008, p. 18) ler é importante por que:
  • Forma leitores desde cedo e valoriza a escuta de histórias;
  • A criança valoriza o livro como fonte de conhecimento e entretenimento;
  • A escrita de histórias na escola oportuniza momentos prazerosos em grupo, enriquece o imaginário, amplia o vocabulário, além de familiarizar a criança com a leitura, uma prática valorizada pela sociedade.
            Formar leitores torna-se essencial para a convivência na sociedade e esta descoberta foi feita pelo homem para garantir a transmissão de sua história, assim, como afirma     Coelho (1991, p.13): “O impulso de contar histórias deve ter nascido no homem no momento em que ele sentiu necessidade de comunicar aos outros, certa experiência sua, que poderia ter significação para todos.”
            Como diz Fonseca (2004, p. 24) apud Machado (2001), “o homem elaborou os sons que produzia com a língua para expressar objetivamente e subjetivamente o que seus sentidos podiam captar de suas vivências. A capacidade de transmitir suas aprendizagens, lembranças, lugares, pessoas, mistérios e as maravilhas da natureza, surge quando ele articula a linguagem em narrativas, como um salto fenomenal para a preservação e expansão da espécie”.

A narrativa – ou seja, o relato, o contar histórias – tornou possível que os seres humanos pudessem estabelecer e expressar a subjetividade e a objetividade, a linearidade, à causalidade, à simultaneidade, a condicionalidade e tantos outros conceitos fundamentais à transmissão dessa sabedoria acumulada, tão essencial para a preservação e expansão da espécie. Ao contar uma história, dizem-se quem fez o quê, o que aconteceu depois, por que, o que houve em conseqüência disso, o que acontecia ao mesmo tempo, de que modo esses dois fatos se relacionavam, quais as dificuldades ultrapassadas para que ocorressem, que condições necessárias para sua ocorrência, etc. Mais que isso esses primeiros narradores fizeram com que os ouvintes dessas primeiras histórias orais pudessem perceber como havia pessoas diferentes deles, e como eram todos tão parecidos em outras coisas, às vezes até mesmo iguaiszinhos. Mesmo, muitas vezes, vivendo em circunstâncias e locais distintos (MACHADO, 2001, p. 130).
           
            O autor revela que o homem busca no místico as formas para entender o mundo a sua volta e se utiliza da narrativa como forma de perpetuação desse entendimento. E esta prática, a narrativa, levada ao contexto escola de forma mais efetiva, poderá também desenvolver a aprendizagem dos alunos.
            Porém, quem conta uma história deve dominar as técnicas de leitura porque esta não dá prazer se for traduzida por atos mecânicos, não precisa pensar em letras e palavras, só se deve pensar nos mundos que saem das histórias e deixar-se guiar numa viagem imaginária (ALVES, 2006 p. 64).
            De acordo com Stefani (1997, p. 23) contam-se histórias para os menores, para distraí-los, muitas vezes como algo sem importância. Na verdade essa é uma atividade para a alma comparável ao oxigênio do corpo.
            Diante desta afirmação pode-se entender que contar história não pode ser utilizada em sala de aula como algo vazio de objetivos, pois existem nesta atividade diversas oportunidades de construir o conhecimento do aluno.


2.3. A ESTIMULAÇÃO DA LEITURA NAS SÉRIES INICIAIS
                                                                                                                                           
            Diante do tema abordado, Gauthier (1998, p. 204) aponta meios pelos quais um professor pode estimular seus alunos de maneira positiva, visando ao desempenho satisfatório:

“adaptar a tarefa aos interesses dos alunos; incluir um pouco de variedade e de novidade; permitir que os alunos escolham ou tomem decisões de modo autônomo; fornecer aos alunos ocasiões para responder ativamente; fornecer retroação imediata às respostas dos alunos; permitir que os alunos criem um produto acabado; incluir um pouco de fantasia e elementos de estimulação; incorporar às aulas situações lúdicas; prever objetivos de alto nível e questões divergentes e fornecer aos alunos ocasiões para interagir com outros”.

            “O autor considera eficiente, por exemplo, os professores que procuram fazer com que seus alunos, se envolvam de forma ativa para recorrer a um conjunto de atividades de aprendizagem tais como círculos de leitura, o trabalho individual, a aula expositiva sozinha ou com suporte audiovisual, a leitura silenciosa, o jogo, a conversa informal etc” (GAUTHIER, 1998, p. 208).
            “O professor, no entanto, se depara com a fragmentação que se dá claramente no ambiente escolar, e que no dia-a-dia, não se consegue materializar, concretizar essa divisão. Isso gera automaticamente a triste constatação de que a educação professada nas escolas, em grande medida, perde-se no vazio pela ausência dessa compreensão, ou seja, o reconhecimento que as propostas curriculares devem contemplar às múltiplas necessidades humanas” (MEDEIROS, 2009, p.1).


            De acordo com Nogueira (2001, p. 42):

A ideia de sujeito integral deveria nos levar a conceber um conjunto de áreas, em que a cognição é apenas parte deste todo. A aprendizagem experienciada, com interação ao meio, partindo do simples para o complexo, provocadora de desafios, visando à resolução de problemas, etc. não pode ser restrita apenas à cognição. Como qualquer outra aprendizagem deve expandir-se também para as áreas motoras, afetiva, social, etc.

            A partir dessa afirmação, negligenciar o caráter plural que a educação e em particular a leitura deve ter é andar na contramão de uma educação que se deseja ser plena, que veja o educando como um ser global.
            “Tendo a sala de aula como espaço para uma aprendizagem significativa, observam-se práticas onde as atividades de leitura e escrita possam ser provocativas, com momentos definidos para busca de informações, desenvolvimento de atividades e projetos, análises críticas de noticiários, de leituras de livros, individuais ou feitas pelo professor para toda a classe, de leitura de produções dos próprios parceiros, podendo ser acrescidas também de idas a bibliotecas. Criando condições básicas para as posteriores aulas de leitura. Ótimo seria se houvesse uma biblioteca integrada ao próprio ambiente escolar. Sem este recurso, pode-se optar por visitas programadas freqüentes à biblioteca do bairro, aos centros culturais. Interagindo com os mediadores desses espaços, a sala de aula estará cumprindo sua função cultural de abertura de horizontes para o mundo da escrita, para a apropriação dos equipamentos de cultura do bairro, da cidade, para a formação de leitores que utilizem a escrita como recurso de participação e de expressão social e cultural. O intuito seria desenvolver um olhar atento, de curiosidade e de interesse para o objeto da leitura e dessa forma incentivar para que os alunos permaneçam sendo leitores mesmo depois de encerrado o período de freqüência escolar (VERDINI, 2006)”.
           


3 METODOLOGIA

            Contar história é uma forma de o homem dar continuidade a sua cultura, suas descobertas sua espécie. Na na sala de aula, porém, este hábito não acontece com a freqüência desejada, suprimindo nas crianças o ato de desenvolver a imaginação impedindo também o acesso as histórias que fundamentaram várias gerações com seus ensinamentos.
            Não se pode conceber que crianças que não são incentivadas a ouvir histórias possam ter concentração para ler livros e produzir textos, porque só se constrói leitores através do incentivo da leitura. E como afirma Bezerra (2008, p. 03):

Contar histórias para crianças deve ser um ato constante, não só porque executá-lo é o início da aprendizagem para ser leitor, mas para provocar a imaginação. Deve dar prazer a quem conta e ao ouvinte. Constitui fonte de prazer e encantamento pela vida. É ouvindo histórias que se pode descobrir o mundo imenso de conflitos e soluções, que se podem sentir novas e diferentes emoções, conhecerem lugares novos, começar a formar opiniões, critérios, conceitos e novos valores.
           
            A atividade de contação de história então serve para fundamentar o mundo das crianças e suas possibilidades de resolverem seus conflitos de forma lúdica enquanto aprendem a montar suas próprias estratégias de aprendizagem. Assim, a pesquisa bibliográfica tornou-se o ponto chave para que fossem desenvolvidos os primeiros passos do presente projeto de contação de história.


           










            3.1 OBJETIVOS


                        3.1.2 Objetivo Geral


·         Utilizar-se da leitura, através da contação de histórias, como metodologia para o desenvolvimento dos sujeitos e melhoria de seu desempenho escolar, respondendo a necessidades afetivas e intelectuais pelo contato com o conteúdo simbólico das leituras trabalhadas





                        3.1.3 Objetivos Específicos


·         Entender como o contato do lúdico com a literatura, pode acontecer através da contação de histórias;
·         Compreender como a expressão criadora estabelece um canal de interlocução entre as atividades verbais e lúdicas e a leitura;
·         Identificar como a utilização da à leitura, através da contação de histórias, pode ser usada como metodologia para o desenvolvimento dos sujeitos e melhoria do desempenho escolar, respondendo a necessidades afetivas e intelectuais pelo contato com o conteúdo simbólico das histórias trabalhadas.


3.2. COLETA DE DADOS

Os dados serão coletados através de textos, livros e internet.


3.3. ANÁLISE DE DADOS

Os dados serão analisados através da literatura consultada sobre o tema.
3.4. RESULTADOS ESPERADOS
Pretende-se realizar o presente projeto partindo do pressuposto de que a ação de contar histórias deveria ser utilizada dentro do espaço escolar, não somente com seu caráter lúdico, muitas vezes exercitado em momentos estanques da prática, como a hora do conto ou da leitura, mas deveria adentrar a sala de aula, como metodologia que enriquece a prática docente, ao mesmo tempo em que promove conhecimentos e aprendizagens múltiplas.
E mediante a hipótese levantada, espera-se que estimulando as crianças a imaginar, criar, envolver-se é um grande passo para o enriquecimento e desenvolvimento da personalidade, por isso que é de suma importância o conto, acredita-se que a contação de história pode interferir positivamente para a aprendizagem significativa, pois o fantasiar e o imaginar antecedem a leitura.



























3.5. CRONOGRAMA


Atividade
Mês
Nov
Dez
Fev
Mar
Abr
Mai
Jun
Jul
Ago
Set
Out
Nov
Dez
Revisão de Literatura
X
X
X
X
X








Elaboração do instrumento de pesquisa




X








Coleta e Análise de dados





X
X
X





Conclusão e Escrita








X
X



Submissão à Banca










X


Correções Finais











X

Entrega da Monografia












X

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
.
    
ALVES, R. Entre a ciência e a sapiência: o dilema da educação. São Paulo: Loyola, 2006.

ABRAMOVICH, F. Literatura infantil: gostosuras e bobices. 4ª ed. São Paulo: Scipione, 1994.

COELHO, N. N. Literatura: Arte, Conhecimento e Vida. Petrópolis: Fundação Petrópolis, 2000

DOHME, V. Técnicas de Contar Histórias. São Paulo: Informal Ed., 2005.

FONSECA, Adriana Beatriz da Silva. “Era uma vez...”: o contar histórias como prática educativa na formação docente. Uberaba: UNIUBE, 2004. Dissertação de Mestrado

GAUTHIER, C. Por uma teoria da Pedagogia. Rio Grande do Sul: Unijuí, 1998.

GOÈS, Lucia Pimentel. Introdução a Literatura infantil e juvenil. 2ª ed. São Paulo: Pioneira, 1991

KIERAN, E. O uso da narrativa como técnica de ensino. Lisboa: Dom Quixote, 1994

MACHADO, R. Conto de tradição oral. São Paulo: FDE, 1994.

MADEIROS, L. S. Leitura no Primeiro Ano das Séries Iniciais: uma construção de significados. Disponível em: http://www.pedagogia.com.br/artigos/leitura.
Acesso em 14 out. 2009.

PRIOLLI, J. Fraldas e livros. Nova Escola. Edição Especial Leitura, nº 18. São Paulo: Abril, 2008.

STEFANI, R. Leitura que espaço é esse? Uma conversa com educadores. São Paulo: Paulus, 1997.

VERDINI, A. S. A sala de aula como espaço de leitura significativa. Leia Brasil.2006. Disponível em: http://www.leiabrasil.org.br/doc/doc_suporte/leitura_significativa.doc.
Acesso em: 14 out. 2009.

MENDONÇA, M. L. B. A influência da contação de histórias na educação infantil. Artigo Acadêmico, UFRPE, 2008.

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